O que será cada vez mais fundamental para a sobrevivência das empresas?

 

Sobrevivência das Empresas

“Considere um dos muitos pequenos milagres da natureza: a lagarta transformando-se em borboleta pelo processo aparentemente mágico da metamorfose. Em sua breve existência, a lagarta faz pouco mais que comer, o que parece ser o seu único propósito. Algumas comem tanto que multiplicam em até 100 vezes o seu tamanho original. Em algum momento porém, inicia-se o processo surpreendente da metamorfose.

Quando chega a hora certa, a ativação de determinadas células da lagarta as leva à fase de casulo, do qual emerge, algumas semanas mais tarde, irreconhecível, uma criatura de beleza encantadora, que desempenha uma função valiosa na natureza por meio do seu papel na polinização vegetal, e portanto na produção de alimentos para outros seres. 

A analogia da borboleta vale para o ser humano, bem como para as instituições que criamos a nossa própria imagem – as corporações. Como pessoas podemos optar por uma existência de lagarta, consumindo o máximo que pudermos do mundo e devolvendo quase nada em troca, mas também somos capazes de evoluir de modo tão formidável quanto a lagarta que se converte em borboleta, transformando-nos em seres que criam valor para os outros e ajudam a tornar o mundo melhor e mais bonito.

O mesmo vale para as empresas. Elas podem ser como lagartas, dedicadas apenas a maximizar os próprios lucros, extraindo recursos da natureza e dos seres humanos para atingir esses objetivos, ou podem se reinventar como agentes da criação e colaboração, tornando-se entidades capazes de promover uma magnifica polinização cruzada de potenciais humanos – contribuindo dessa maneira, para a criação de múltiplos tipos de valor em tudo que fazem.

A diferença está na intenção ao contrário das lagartas, não podemos esperar a natureza desencadear nossa evolução para uma consciência mais elevada. Em vez disso, devemos trabalhar para ampliar a própria consciência e fazer escolhas deliberadas que provoquem nosso crescimento e desenvolvimento como pessoas e organizações.”

Trecho do livro Capitalismo Consciente do John Mackey e Raj Sisodia. 

Esta analogia muito bem colocada pelos autores reforça que a união de diferentes talento sem prol de um propósito maior, criando e gerando múltiplos tipos de valor para todos os stakeholders (*) são os pilares fundamentais para acabar com a solidão empreendedora e garantir a sobrevivência e o crescimento sustentáveis dos negócios.

É importante que dentro deste contexto você empreendedor reflita e responda para si a seguinte pergunta: se o seu negócio não existissem mais amanhã o que o mundo perderia com isso? 

Se a resposta para esta pergunta for somente a perda de empregos e de mais uma empresa que fornece um serviço de boa qualidade, é porque o verdadeiro propósito da empresa ainda não foi identificado.  

Neste caso este é o momento de refletir! Qual a relevância do seu negócio para você e para a sociedade? Qual a razão de existir da sua empresa? Qual a contribuição dela para o mundo?

Quanto mais o propósito da organização e sua identidade estiverem claros e forem compartilhados, mais fácil criar pontes de conexão com os colaboradores e orientar à todos para uma única direção, criando um fluxo positivo de energias individuais que trabalham para alcançar um objetivo comum.

E foi justamente com o intuito de oferecer instrumentos que facilitam este processo de conexão, que nasceu a Mudita um Instituto de Empreendedorismo e Inovação que apoia empreendedores e lideres a trabalharem conectados com o seu propósito de vida, podendo assim, através de uma vida mais intencional criar experiências relevantes para si, para seus colaboradores, clientes, fornecedores, parceiros e sociedade como um todo.

Para continuar apoiando você nesta desafiadora jornada que é empreender, eu vou trazer novos textos e compartilhar um pouco mais o meu conhecimento e experiência sobre o assunto!

Até Breve!

(*) Caso você desconheça o termo stakeholders ele representa todos os grupos de interesse em relação ao seu negócio como: clientes, colaboradores, parceiros, fornecedores, investidores e a sociedade como um todo.