Como tornar São Paulo uma cidade pronta para o empreendedorismo feminino?

Maria Alice Doria (Motta Fernandes), Luana Pace (Mudita), Sylvia Bellio (TLine), Luciane Dalmolin (Dell), Ana Fontes (Rede Mulher Empreendedora), Regina Acher (Laboratoria)

Maria Alice Doria (Motta Fernandes), Luana Pace (Mudita), Sylvia Bellio (TLine), Luciane Dalmolin (Dell), Ana Fontes (Rede Mulher Empreendedora), Regina Acher (Laboratoria)

A Dell realizou uma pesquisa internacional para avaliar quais são as melhores cidades para o empreendedorismo feminino.  Com o objetivo de compartilhar os dados apresentados na pesquisa a Dell reuniu um grupo com importantes mulheres empreendedoras para um debate sobre o tema, e a busca coletiva por ações que possam melhorar o posicionamento da cidade de São Paulo neste ranking!

Nesta pesquisa foram avaliados diferentes pontos: Mercado, Talento, Capital, Cultura, Tecnologia, Destaques Positivos e Oportunidades de Melhoria de cada cidade em relação ao empreendedorismo feminino.  

No ranking de 0 a 100 São Paulo ficou na posição 42, nenhuma cidade conseguiu atingir a pontuação máxima para alcançar a posição 100. Nova York considerada a melhor cidade no ranking ficou na posição 70.

Estes dados apresentam o incrível potencial de crescimento que o empreendedorismo feminino tem e o quanto são necessários investimentos de governos, empresas, investidores e comunidades para acolher de forma mais relevante às empresas criadas e geridas por mulheres.

É interessante destacar que São Paulo foi a cidade que apresentou o maior número de eventos e ações de incentivo ao empreendedorismo feminino, o desafio está em transformar o discurso em ações práticas, já que São Paulo ficou no último lugar quando o assunto analisado foi acesso a capital,  somente 2% das mulheres empreendedoras no Brasil tem acesso a capital.

A grande maioria dos negócios criados por mulheres utilizam capital próprio, este fato deve-se por diferentes motivos, como relatado pela Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora:

  • As mulheres abrem um número maior de negócios na área de serviços, setor no qual os bancos apresentam maior dificuldade para avaliar o negócio e oferecer crédito.
  • 80% das mulheres empreendedoras, quem cuida do dinheiro é um homem, este fato é cultural as mulheres não foram ensinadas a lidar com o dinheiro.
  • A tendência da mulher quando cria e desenvolve um negócio é utilizar dinheiro próprio com apoio de familiares e amigos.
  • Os imóveis das famílias brasileiras, na sua maioria, estão registrados no nome dos homens o que muitas vezes impede a comprovação de renda para conseguir o crédito necessário para o negócio.

Hoje já existem outras formas de acesso a capital como: crowdfunding, modalidade de investimento onde várias pessoas podem investir pequenas quantias de dinheiro no negócio, e as fintechs de crédito, empresas de tecnologia e também do setor financeiro que podem oferecer crédito sem a necessidade da intermediação de um banco.

O desafio destas duas modalidades de capital é que a primeira, crowdfunding, esbarra na questão Cultural, e a segunda, as fintechs, novas no mercado, trabalham para conquistar a confiança das empreendedoras.

A opinião de todas as mulheres empreendedoras que participaram desta reunião realizada pela Dell Womens’s Entrepreneur Network foi unanime, para mudar este cenário precisamos sair do discurso e criar ações na prática.  

Dell Women's Entrepreneur Network - Apresentação Pesquisa: Dell Women Entrepreneur Cities 2017

Dell Women's Entrepreneur Network - Apresentação Pesquisa: Dell Women Entrepreneur Cities 2017

Beatriz B. Alves, empreendedora da Br goods reforçou “O desafio é grande. Você precisa de dinheiro para abrir, crescer e fechar o seu negócio. O empreendedor precisa de ajuda na fase do crescimento é importante enfrentarmos este desafio do capital.” Beatriz também enfatizou o cuidado que a empreendedora deve ter  no momento de procurar investidores, pois é fundamental que eles tenham os mesmos valores que a empresa e que estejam alinhados a sua Cultura, somente assim será um relação positiva que favorece o negócio e ajuda a empresa crescer de forma saudável.  

O capital também é importante para o acesso à tecnologia, fazer negócios é falar de tecnologia. Segundo Beatriz a tecnologia permite que o empreendedor trabalhe com estrutura de custo reduzida, o que possibilita a empresa continuar crescendo.

Todas as mulheres presentes no evento contribuíram de alguma forma para esta conversa rica e extremamente necessária sobre a importância e o potencial que São Paulo tem para subir no ranking e ser considerada uma das melhores cidades para a mulher empreender.

O grupo se comprometeu com ações na prática para integrar nós mulheres empreendedoras, entidades, bancos e investidores para a construção de forma coletiva de soluções eficientes em longo prazo que tornem o capital mais acessível para o empreendedorismo feminino.

Obrigada Luís Gonçalves, Andrea Ocker e toda sua equipe pela realização deste

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Luana Pace